Opinião

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Começou o Paulistão e mais uma vez temos 16 equipes do interior tentando contrariar o favoritismo dos quatro grandes para conquistar o título estadual mais importante do país. Alguns clubes têm a vantagem de disputar o Campeonato Brasileiro no segundo semestre e, por isso, contam com a base do elenco pronta, precisando contratar poucos jogadores. Já outros têm que se virar para trazer mais de 20 atletas, montar um time e entrosá-lo em pouco mais de um mês de preparação.

Por isso, Ponte Preta, Botafogo e Oeste largam na frente, com destaque para a Macaca, que fez ótima campanha no Brasileirão. O Mogi Mirim é outro que disputa um campeonato nacional, porém, o clube passa por um momento de transição na diretoria, foi rebaixado na Série B e desmontou praticamente o plantel todo. As outras 12 equipes sonham com a vaga na Série D, o que daria maior tranquilidade na montagem do elenco para o próximo ano, e utilizam diferentes estratégias para atingir o objetivo.

O Red Bull mais uma vez abriu os cofres e investiu pesado. Destaque para o meia Thiago Galhardo, titular do Coritiba no Brasileirão. Linense, Novorizontino e XV de Piracicaba contrataram, principalmente, atletas titulares de times da Série B, com destaque para o Linense, que manteve a base campeã da Copa Paulista e trouxe nomes de muita qualidade, como o atacante Anderson Aquino, artilheiro do Santa Cruz-PE.

São Bernardo e Audax adotaram estratégias parecidas, mantendo os mesmos treinadores e a mesma base do ano passado – os jogadores foram emprestados no segundo semestre e voltaram para a disputa do Paulistão. Água Santa e São Bento apostam em técnicos e atletas conhecidos no interior paulista. Marcio Ribeiro (Água Santa) e Paulo Roberto (São Bento) são famosos por conquistar acessos e irão trabalhar com jogadores experientes, como o goleiro Roberto (Água Santa) e o atacante Edno (São Bento).

Capivariano, Ferroviária e Ituano repetem a estratégia do ano passado. O time de Araraquara manteve a parceria com o Atlético-PR e a base campeã da Série A2, enquanto Ituano e Capivariano apostam em jogadores jovens, como o zagueiro Léo (Ituano) e o atacante Rodolfo (Capivariano), destaques em 2015. Por fim, o Rio Claro é a equipe que menos investiu para o Paulistão. Montando uma equipe com jogadores das categorias de base e contratando pouco, o técnico Luís dos Reis tem tudo para repetir a campanha da última temporada, quando montou o elenco do Marília que fez apenas dois pontos em 15 jogos.

Na teoria, Ponte Preta e Botafogo são os principais candidatos a incomodar os grandes; o Rio Claro é disparado como maior favorito ao rebaixamento; e os outros clubes ficam em uma faixa intermediária, com enorme equilíbrio, brigando a cada rodada para não cair e tentar surpreender no campeonato. Na prática, saberemos o que vai acontecer apenas com a bola em campo.

Thomas Fiore de Andrade é fanático por futebol e assistiria até o Campeonato Acreano se pudesse

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