Opinião

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A grande dificuldade das equipes paulistas que não participam de uma competição nacional é a necessidade de contratar dezenas de jogadores todo ano para montar um elenco e disputar o Estadual. Visando minimizar o problema, o São Bernardo utiliza uma estratégia diferente dos rivais. O clube do ABC mantém uma base de jogadores e, como não tem condição financeira de pagar os salários durante o ano todo, os empresta no segundo semestre para equipes que disputam o Brasileiro. Com isso, dos 11 atletas que mais atuaram até o momento no Paulistão, oito também estavam na equipe ano passado, sendo que alguns estão no clube desde o acesso à Série A1, como o goleiro Daniel, o zagueiro Luciano Castán e o volante Daniel Pereira.

Por terem tanto tempo de ‘casa’, estes jogadores criam identificação e acabam sendo os principais destaques. No São Bernardo há três anos e com dois gols marcados no Paulistão 2016, Marino comanda o meio-campo do Bernô e é o principal jogador do time – muita qualidade tanto na marcação como na criação de jogadas. No ataque, Henan foi o artilheiro da equipe ano passado e continua sendo a esperança de gols. Apesar de ter marcado apenas um até agora, o atacante é muito perigoso, sabe fazer gols e é bastante conhecido no interior de São Paulo por ser o maior artilheiro da história do Red Bull.

Responsável por livrar a equipe do rebaixamento ano passado, Roberto Fonseca foi o escolhido para dar continuidade ao trabalho em 2016, porém, após um bom início com empate na Vila Belmiro contra o Santos e vitória em casa contra o Oeste, a sequência de quatro jogos sem vencer e a derrota para o lanterna Capivariano resultou na demissão técnico. Sérgio Soares assumiu o comando na última sexta-feira para tentar tirar o bom elenco do São Bernardo da situação ruim que se encontra.

Thomas Fiore de Andrade é fanático por futebol e assistiria até o Campeonato Acreano se pudesse

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