Opinião

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Pelo terceiro ano consecutivo sob o comando do jovem Maurício Barbieri, o Red Bull mais uma vez parece ser a equipe do interior que mais investiu para o Paulistão. Desde que foi criado, sempre foi o time com o maior orçamento em todos os campeonatos que disputou, porém, isso nem sempre se refletiu em campo. Com uma multinacional conhecida pelo alto investimento no esporte por trás, a equipe de Campinas consegue atrair sempre excelentes jogadores, mas que acabam não rendendo tudo que podem.

A maioria deles já passou por grandes equipes do futebol brasileiro, muitos sendo titulares e com destaque. O principal é o meia Thiago Galhardo, titular do Coritiba no último Campeonato Brasileiro. O camisa 10 vive o melhor momento da carreira e é o cérebro do time, abastecendo a dupla de ataque formada por Misael e Roger. O primeiro é de velocidade e muita habilidade, já Roger é um centroavante nato, fez três gols na competição e é conhecido por suas passagens por grandes clubes brasileiros. O trio ofensivo é, sem dúvidas, o ponto do forte da equipe, sendo responsável por todos os cinco gols feitos até agora.

No setor defensivo, apesar de ter bons jogadores, a equipe vem deixando a desejar e tem uma das piores defesas do campeonato, tendo sofrido sete gols em quatro jogos. O goleiro é Saulo. Revelado pelo Santos e com destaque em passagens por Guaratinguetá e São Caetano, possui bastante experiência no futebol paulista. Na zaga, Dráusio (ex-Atlético-PR) e Diego Sacoman (ex-Ponte Preta) formam uma dupla que no papel é muito boa, mas tem cometido algumas falhas, como na derrota por 3×0 para a Ferroviária na última rodada. A equipe conta ainda com jogadores como Everton Silva (ex-Flamengo), Willian Magrão (ex-Grêmio) e Maylson (ex-Grêmio), entre outros.

Após um bom início de campeonato, o time de Campinas vem de uma sequência de duas derrotas e não deve estar disposto a sofrer a terceira. Por isso, Maurício Barbieri deve tentar se aproveitar do momento difícil do XV de Piracicaba que, comandado por um treinador interino e sem nenhuma experiência treinando uma equipe profissional, deve ter bastante dificuldade para desenvolver um bom futebol.

Thomas Fiore de Andrade é fanático por futebol e assistiria até o Campeonato Acreano se pudesse

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