Tênis de Mesa

Após vencer ‘rival olímpica’, Marina projeta 2016

Atleta de Piracicaba, contudo, diz não pensar em seleção brasileira neste ano

Marina Michelin, atleta de tênis de mesa da equipe CCP/APTM
Marina Michelin, durante treino realizado no Clube de Campo de Piracicaba (Foto: Líder Esportes)

Em Piracicaba desde 2014, a catarinense Marina Michelin viveu a melhor temporada da carreira em 2015. A evolução da atleta  do CCP/APTM/ETEC/Liceu/Selam foi meteórica; apesar do início ruim, a mesatenista fechou ano com títulos estaduais, nacionais e ainda derrotou pela primeira vez Lígia Silva, veterana que já disputou cinco vezes os Jogos Pan-americanos e representará o Brasil na próxima Olimpíada. O segredo para a mudança brusca? O controle da ansiedade, aspecto que a própria atleta diz que ainda precisa melhorar. Em entrevista ao LÍDER, Marina contou sobre a adaptação a Piracicaba, o trabalho realizado no Clube de Campo e deu detalhes sobre o planejamento para 2016, ano em que a equipe recebe subvenção da Lei Pelé por meio da CBC (Confederação Brasileira de Clubes). Ela ainda revelou que, no momento, a seleção brasileira está fora de seus planos.

LÍDER: Em 2015, você conseguiu resultados que nunca havia conquistado. Dá para cravar que foi o seu melhor ano?  
Foi excelente. Eu comecei o ano muito mal, não sei nem dizer o motivo. Quando cheguei a Piracicaba, queria ter resultados logo de cara, mesmo sem cobrança da comissão técnica eu me pressionei muito e os resultados não chegaram. Voltei para casa e, após as férias, os treinos renderam mais, ganhei de adversárias que nunca tinha ganho, melhorei muito. A consequência disso foi o título no Campeonato Paulista, o ouro no rating A da Copa Brasil, também cheguei bem no Brasileiro… E ganhei quase todas etapas da Liga Paulista que disputei.

“Já joguei pela seleção brasileira juvenil, mas não é algo que eu penso”

LÍDER: A adaptação a Piracicaba foi difícil?
Não vejo assim. Já conhecia a equipe antes e, além disso, sou caipira também (risos). Minha cidade (Rio do Sul) é bem pequena (pouco mais de 65 mil habitantes), então a adaptação foi bastante tranquila. Acho que minha melhora passa mais por uma questão psicológica mesmo.

LÍDER: O Danilo Rolim, seu colega de equipe, chegou recentemente do Rio de Janeiro e disse que a diferença de estrutura é grande. Você também sentiu isso em relação a Santa Catarina?
É completamente diferente a estrutura, principalmente no feminino. Atualmente, não tem muitas meninas começando a jogar por lá, falta essa renovação. O foco está em São Paulo, para evoluir eu tive que vir para cá, é um polo. O piso é melhor, a iluminação, o número de mesas, bolas… Tudo é mais organizado.

LÍDER: Além dos títulos, a vitória sobre a Lígia Silva teve sabor especial?
Foi importante, sim, afinal ela é a atleta que está há mais tempo na seleção brasileira e vai para as Olimpíadas. Eu comecei a disputar a categoria adulta agora, sou jovem ainda (Marina completa 22 anos em março). Ganhei dela nos Jogos Abertos de Santa Catarina, uma semana depois da Lígia Silva conseguir a vaga para as Olimpíadas.

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Em Piracicaba, Marina é treinada pelos técnicos Filipe Prando (foto) e Fábio Lopes (Foto: Líder Esportes)

LÍDER: A Liga Paulista começa no fim deste mês, em Piracicaba. Você já definiu os planos para 2016?
Quero manter os resultados e, para isso, preciso aprimorar ainda mais a questão psicológica, entrar mais tranquila na mesa. Tenho muita coisa para melhorar, mesmo depois de tanto tempo jogando (Marina começou no tênis de mesa aos 6 anos). Os principais objetivos, em termos de equipe, são os Jogos Regionais e os Abertos. Individualmente, quero ganhar o Campeonato Paulista, o Brasileiro… A Liga Paulista, mesmo não sendo tão forte, é importante para mim também.

LÍDER: E em termos de seleção brasileira? Dá para dizer que você inicia agora o ciclo rumo aos Jogos de Tóquio 2020 ou ainda está longe?
Não seria longe planejar o ciclo agora, mas não é algo que eu pense muito. Já joguei pela seleção brasileira juvenil e prefiro não pensar nisso agora.

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