Canoagem

Após baque, Aversa inicia projeto para 2020

Lesão de companheiro tirou piracicabano da disputa pela vaga no Rio

Pedro Aversa, canoísta da Ascapi/Selam
Pedro Aversa, canoísta da Ascapi/Selam: projeto olímpico para 2020, no Japão (Foto: Arquivo Pessoal)

Revelação da Ascapi/Selam (Associação de Canoagem de Piracicaba), Pedro Aversa perdeu a chance de disputar os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro por conta de uma fatalidade. O atleta piracicabano, que está com 20 anos, não pôde participar da Seletiva Olímpica por conta de uma lesão de Rafael Souza, parceiro dele na categoria canoa dupla – C2. A notícia frustou Aversa, que vinha embalado pela melhor temporada na carreira – em 2015, o canoísta ficou em nono lugar no Mundial Sub-23 e disputou, aos 19 anos, o primeiro Mundial adulto, em Londres.

“Com certeza, nós estávamos entre os principais nomes para representar o Brasil nas Olimpíadas, a dupla vinha de uma crescente muito grande em treinos e competições, mas infelizmente aconteceu de meu parceiro sofrer uma lesão na semana da seletiva olímpica. Confesso que fiquei cabisbaixo, como qualquer outra pessoa ficaria, mas minha motivação falou mais alto”, afirmou Aversa. O atleta piracicabano, aliás, já deu início a outro projeto para a sequência da carreira.

PLANEJAMENTO

“Felizmente, me reergui rápido com a ajuda da família, amigos e associação (Ascapi). Conversei com meu patrocinador (Bio Eco Esportes) e meu técnico Denis Terezani e começamos um novo projeto, que é a C1 (canoa individual). O projeto é a longo prazo, estamos visando o Mundial Sub-23 em 2019 e a classificação para os Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio. “Depois disso, decidi ficar somente na categoria C1”, afirmou o canoísta.

Apesar de colocar o foco no próximo ciclo olímpico, Aversa acompanha de perto a estrutura montada no Rio de Janeiro para a Olimpíada deste ano. “O Rio de Janeiro tem uma estrutura de treinamento fantástica, o Brasil já vinha em linha crescente muito grande com a estrutura de Foz do Iguaçu e agora, com o Rio de Janeiro, fez o Brasil dar um salto qualitativo muito grande na canoagem”, completou o piracicabano.

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