Futsal

Agressão, ‘chilique’ e liminares: jogo é cancelado

Após confusão e troca de farpas, LMFRS suspende confronto pelas semifinais

Futsal Feminino do XV de Piracicaba
O XV/Rezende precisa vencer o jogo de volta para chegar à decisão do torneio (Foto: Adilson Zavarize)

A batalha envolvendo XV de Piracicaba/Rezende/Selam e Grêmio São Paulo ganhou mais um capítulo na manhã deste sábado (4). O duelo de volta pelas semifinais da Liga Rioclarense de futsal feminino, que seria realizado hoje, foi cancelado e ainda não tem data para acontecer. Em nota, o presidente da LMRFS (Liga Municipal Rioclarense de Futebol de Salão), Claudio Luiz Kleiner, determinou o adiamento da semifinal às 10h da manhã – o jogo seria realizado às 17h. Kleiner diz que os dois clubes apresentaram liminares, que serão encaminhadas para a JJDD (Junta de Justiça Disciplinar Desportiva) antes do reagendamento do confronto.

O Grêmio São Paulo garantiu durante a semana que não entraria em quadra

O time de Limeira contesta o efeito suspensivo que permitiria a participação da fixo Janaína, do XV/Rezende, expulsa no primeiro jogo válido pelas semifinais. A atleta recebeu o cartão vermelho no final da partida ao entrar para cobrar tiro livre – Janaína fez o gol, mas foi excluída pois estava sem caneleira, segundo justificativa da arbitragem. Nas redes sociais, o presidente do Grêmio São Paulo, José Carlos Moreira, garantiu que não entraria em quadra após ‘decisão arbitrária aceita para favorecer a equipe de Piracicaba’.

Em nota, a LMRFS rebateu Moreira. “Foi indeferido como improcedente a medida inominada com efeito suspensivo à atleta Janaína Roberta Brás da Silva, do XV de Piracicaba, por irregularidades no trâmite legal […] A LMRFS ainda informa ainda que o termo ‘arbitrariedade’ é julgar a entidade sem conhecimento da Legislação Desportiva, sem buscar informações sobre os recursos impetrados pelas equipes […] e agir de forma extremamente amadora utilizando o termo ‘se for assim, não vou jogar’. A LMRFS esclarece que trabalha na total imparcialidade e nunca se sujeitará a ser refém de nenhuma equipe ou dirigente”.

O local da partida é outro ponto de discórdia entre os dois times. “A rodada foi adiada por determinação da LMRFS por agendamento em três ginásios diferentes […] prejudicando a estrutura do evento, agendamento de transporte de equipes envolvidas”, diz a nota. Inicialmente, o jogo aconteceria no Ginásio de Esportes do Parque Prezotto, mas foi transferido para o Ginásio da Paulicéia por conta da rodada da Liga de Handebol do Estado de São Paulo. As fortes chuvas que atingiram Piracicaba durante a semana, porém, castigaram o Ginásio da Paulicéia, levando a partida para a Vila Sônia.

“Infelizmente, as atitudes de dirigentes estragam o espetáculo nos bastidores. A nossa missão é seguir as normas que regem a competição, que é o CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), além de respeitar a legislação desportiva”, afirmou ao LÍDER o presidente da LMRFS, Claudio Luiz Kleiner. O dirigente garantiu ainda, em nota, que caso não haja consenso entre as duas equipes sobre o local para o jogo de volta, a própria entidade decidirá o mando da partida.

RIVALIDADE

No jogo de ida pelas semifinais, o time piracicabano foi derrotado por 3×1. Para chegar à decisão, a equipe do técnico Aílton Vieira precisa de uma vitória simples no tempo normal para forçar a prorrogação. No tempo-extra, o Nhô Quim joga pelo empate. O confronto em Limeira ficou marcado pelo tumulto no Ginásio do Santo André, com direito a tentativas de agressão por parte dos torcedores do Grêmio São Paulo contra as atletas reservas do Nhô Quim – o jogo de volta chegou inclusive a ser adiado por ‘medida de segurança’.

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