Opinião

Agora temos técnico

A chegada de Tite ao comando técnico da seleção brasileira traz alento ao torcedor. Tite, atual campeão brasileiro pelo Corinthians, não é uma aposta – como foi Dunga – e sim uma realidade. É reconhecidamente um profissional competente e vencedor. E ainda tem a favor a aprovação da torcida e imprensa. Pelo menos desta vez, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) deu uma ‘bola dentro’.

Seu currículo dispensa comentários. Mesmo não tento uma fartura de títulos – são 12 – para quem é treinador desde 1993, o mais importante são as conquistas recentes com o Corinthians, principalmente os dois Brasileiros, 2011 e 2015, a Libertadores 2012 e o Mundial de Clubes 2012, que o credenciam para o cargo. Com o ex-alvinegro, novos jogadores devem ter chance no time canarinho. E outros, acredito, perderão espaço. Essa balela de que ‘tem de dar continuidade ao trabalho’ não cola com o seo Adenor. Muitos que estão na seleção brasileira só por figuração não voltarão. Podem ter certeza.

Para mim, nomes como Alisson, Diego Alves e Ederson (goleiros), Rodrigo Caio (zagueiro) e Jonas (atacante), entre outros, não são jogadores com nível para nos representar no time principal. Apesar da falta de craques no futebol brasileiro, dá para se fazer uma equipe competitiva para passar sem sustos pelas eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018.

Resumindo, Tite é uma esperança. Com ele, até vou ter mais vontade de parar à frente da TV para acompanhar aos jogos do Brasil. Com o Dunga estava difícil. Sem padrão de jogo, a equipe vivia das individualidades dos dois únicos jogadores diferenciados que temos: Douglas Costa e Neymar. A prioridade atual é a subida na tabela de classificação das eliminatórias. A sexta colocação não combina com as tradições brasileiras – até mesmo porque somente quatro chegam diretamente à Copa do Mundo. A hora é de torcer, com a certeza de que, mais do que nunca, agora estamos bem representados no banco de reservas!

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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