Opinião

A terra do vôlei

Piracicaba, a terra do basquete e do futebol do XV, agora também é a terra do vôlei feminino. Depois de um caminho de lutas e vitórias em competições menores, a Apiv (Associação Piracicabana de Voleibol) finalmente dará um passo importante na história. A entrada na Superliga, ainda que seja a Série B, dará maior visibilidade ao time e proporcionará expectativa de chegar em breve à elite do esporte.

Piracicaba merecia este presente. Com DNA esportivo, alavancado pelo basquete masculino nos anos de 1960, pelo auge do XV de Novembro na década de 1970 e pelo basquete de Paula e Nádia nos anos de 1980 e 1990, a cidade precisava voltar ao cenário nacional em um esporte coletivo. E o vôlei feminino será um belo representante da Noiva da Colina. Tenho certeza disso. Com planejamento bem feito para a montagem de um grupo competitivo, o apoio da iniciativa privada e de torcedores, além da boa infraestrutura do ginásio Waldemar Blatkauskas, a Apiv vai fazer uma boa campanha na divisão de acesso.

O trabalho que começou lá atrás, com o técnico Zeca e o presidente Nelson Brenelli, revelando talentos para os grandes clubes, como a líbero Léia, a ponta Regiane e a levantadora Maiara Santos, entre outras, começa a dar resultado e vem com tudo na temporada 2016/2017. Esperamos que a onda de otimismo se espalhe para os outros esportes em Piracicaba neste ano olímpico.

O importante, porém, é que não se cobre resultados imediatos da equipe. Se não houver a ascensão na primeira temporada, deve-se levar a experiência para o torneio seguinte. Digo isso pois, muitas vezes, o trabalho é interrompido por falta de paciência de dirigentes, imprensa, patrocinadores e torcida. Devemos dar tempo ao tempo para os resultados aparecerem – seja a curto, médio ou longo prazo. Vamos torcer para o bem do vôlei feminino aqui, esporte este que, não custa lembrar, é bicampeão olímpico.

Erivan Monteiro é jornalista e cronista esportivo

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