Opinião

À caça da Ferroviária

De volta à Série A1 do Campeonato Paulista, a Ferroviária tem se destacado na competição, não apenas entre os clubes do interior, mas também em comparação aos ‘grandes’ do Estado. E isso não é nada bom para o XV de Piracicaba, que está no Grupo C, assim como a equipe de Araraquara. Para avançar às quartas de final, então, o Nhô Quim deverá superar a sensação do torneio nessas oito partidas que faltam para o fim da primeira fase.

O Alvinegro, apesar de ter sido irregular até aqui, segue com o objetivo de conseguir um lugar na Série D do Brasileiro. No entanto, provavelmente, o time de Narciso terá chance de atingir essa meta apenas se for à etapa mata-mata do Estadual. Isso se deve às circunstâncias atuais do certame, no qual quatro concorrentes por vaga na quarta divisão nacional estão no G-2 de suas chaves – São Bento, Ituano, Ferroviária e Água Santa.

Primeira colocada do Grupo C, a Ferrinha acumula 13 pontos. O São Paulo ocupa a vice-liderança com dez, porém, nesta terça-feira (1), disputará um jogo válido pela terceira rodada, contra o Mogi Mirim. Com oito pontos, o XV precisa se livrar de outra preocupação neste momento: o rebaixamento. O Nhô Quim se encontra na 14ª posição geral, uma acima do Z-6, e passará por uma sequência difícil nas duas próximas semanas, diante de Ponte Preta e Ituano, líder do Grupo B.

Segundo levantamento do LÍDER, o Alvinegro dificilmente cairá para a Série A2 se obtiver mais dez pontos. O time dispõe de capacidade para alcançar esse feito. Porém, isso não basta. O clube necessita de um calendário nacional. No ano passado, o fiasco da equipe na Copa Paulista deixou o torcedor ainda mais impaciente quanto à classificação para a Série D. É fundamental, portanto, que o XV se estabilize rapidamente no Paulistão e mostre que pode ser tão forte como a Ferroviária.

Rodrigo Alonso é jornalista e cronista esportivo

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